terça-feira, 13 de setembro de 2011


Nem tudo pode ser como...
     

Quando os bebês nascem, berrando por terem saído do conforto em que estavam, berrando a cada sensação de fome e frio, eles começam a perceber que, neste mundo, existem situações em que nem tudo pode ser do jeito que gostariam que fosse.

A nova alimentação lhes dá dor de barriga, e esta dor nem sempre passa logo. O xixi na fralda também incomoda. Conforme eles crescem, vão percebendo que a vida funciona assim: muitas vezes, não podemos ter o que desejamos, ou não podemos fazer o que queremos do jeito que queremos.

Porém, quase diariamente, acontecem coisas que nos desagradam, ou somos obrigados a fazer coisas que detestamos ou a deixar de fazer coisas que adoramos.

Existem dias em que temos de renunciar a fazer algo que planejamos para comparecer a algum compromisso da família, como não ir ao cinema no último dia em que o filme está em cartaz, para ir ao aniversário de uma tia.

Ou por causa da escola, como não sair com a turma para poder estudar pra uma prova muito difícil...

As coisas funcionam assim, para qualquer ser humano: às vezes, as pessoas em volta se acomodam às nossas vontades e, às vezes, nós é que precisamos nos acomodar às necessidades de um dado momento ou de outra pessoa.

O que é curioso é que muitas pessoas, mesmo não sendo mais bebês, não compreenderam isto ainda: continuam chorando ou gritando, quando qualquer uma de suas mínimas vontades não é satisfeita. Parecem bebezões! Se não choram escandalosamente, pra não dar vexame, pelo menos fazem biquinho e ar de contrariedade...

É lógico que é importante podermos fazer nossa vontade, até lutar por isso. Mas também é importante saber compreender quando é preciso ceder por uma razão mais séria, e a capacidade de perceber isto nos ajuda muito, em nossas vidas.

Uma das coisas que torna estes momentos mais difíceis, é que pode bater aquela sensação de que ninguém liga pro que queremos. Mas se pensar um pouco, vai ver que as pessoas que o amam vem tentando fazer coisas que agradam, em outras ocasiões; e que elas terão inúmeras outras chances de fazê-lo.

Na verdade, fazer algo pelo próximo pode nos dar uma sensação muito mais agradável que fazer algo por nós mesmos. Sim, você pode descobrir que a vida reserva grandes alegrias, também aos que renunciam a um de seus momentos de lazer pela dedicação a um ideal ou para oferecer ajuda a alguém mais além de si próprio.

Havia um cego que pedia esmola à entrada do viaduto do Chá, em São Paulo. Todos os dias passava por ele, de manhã e à noite, um publicitário que deixava sempre alguns centavos no chapéu do pedinte. O cego trazia pendurado no pescoço um cartaz com a frase:

- CEGO DE NASCIMENTO. UMA ESMOLA POR FAVOR .

Certa manhã o publicitário teve uma idéia, virou o letreiro do cego ao contrario e escreveu outra frase. À noite depois de um dia de trabalho perguntou ao cego como é que tinha sido seu dia.

O cego respondeu, muito contente:
- Até parece mentira, mas hoje foi um dia extraordinário. Todos que passavam por mim deixavam alguma coisa. Afinal o que é que o senhor escreveu no letreiro???

O publicitário havia escrito uma frase breve, mas com sentido e carga emotiva suficientes para convencer os que passavam a deixarem algo para o cego.

A frase era:
- EM BREVE CHEGARÁ A PRIMAVERA E EU NÃO PODEREI VÊ-LA.

A maioria das vezes não importa O QUE você diz, mas COMO você diz, por isso tome cuidado em como falar com as pessoas, pois isso tem um peso positivo ou negativo naquilo que você quer dizer.

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