sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Portas

Se você abre uma porta, você pode ou não entrar em uma nova sala. Você  pode não entrar e ficar observando a vida. Mas, se você vence a dúvida, o  medo e entra, dá um grande passo: nesta sala vive-se. Mas também tem  um preço. São inúmeras outras portas  que você descobre. Às vezes  quebra-se a cara, às vezes curte-se a mil e uma.

O grande segredo é saber quando e qual porta se deve abrir. A vida não é  rigorosa. Ela propicia erros e acertos. Os erros podem se 
transformar em  acertos quando são aprendidos. Não existe a segurança do acerto eterno.

A vida é generosa. Cada sala em que se vive, descobrem-se tantas outras  portas. A vida enriquece quem se arriscar a abrir novas portas. Ela  privilegia quem descobre seus segredos e, generosamente, oferece  afortunadas portas.

Mas a vida também pode ser dura. Terá sempre a mesma porta pela  frente. É a repetição perante a criação, é a monotonia monocromática  perante a multiplicidade das 
cores, é a estagnação da vida. Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens.



 Para quem você trabalha?

Recentemente fui servido por um garçom mal-educado. Sua linguagem  corporal dizia mais ou menos o seguinte: “quem mandou você vir a este  restaurante?”. Ele demorou 20 minutos para me trazer um cappuccino e,  quando chegou, metade estava no pires. 
Conversando, eu lhe perguntei  sobre seu trabalho e seu patrão. Aí ele disse: "É claro que não quero  trabalhar para esse cretino o resto da vida”.

Infelizmente o nosso garçom esqueceu um aspecto importantíssimo da vida  no local de trabalho: a gente não trabalha para o patrão; trabalha para si  mesmo. Nenhum empregador é perfeito, e pode ser que seus colegas sejam
preguiçosos. Mas quando você se candidata a um emprego, o seu 
dever é  dar o melhor de si e não prejudicar o cara que assina os cheques no fim do  mês.

Quando você só dá 50 por cento do seu esforço, acaba sofrendo muito  mais do que o patrão. Este, quando muito, sai perdendo algum dinheiro.  Você perde o 
entusiasmo e a auto-estima, além de um bom pedaço da vida.

Algumas pessoas acreditam que há coisas “boas” e coisas “ruins” para  fazer na vida. Não é assim. Uma pessoa interessante pode tornar  interessante um trabalho tedioso... Gostar do trabalho é uma escolha. Há  pessoas que são capazes de 
transformar as piores atividades num prazer!  Elas simplesmente partem do princípio de que o trabalho deve ser  interessante, e pronto!

Em poucas palavras: você dá o melhor de si não porque precisa impressionar as pessoas. Dá o melhor porque é a única maneira de gostar  do trabalho.

Bom dia!!

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