É possível ser Feliz |
Todd Solomoz dirigiu "Happiness" em 1998. No filme, ele mostra a mediocridade da vida de um punhado de pessoas que protagonizam situações dramáticas, nauseantes e patéticas. Foi muito premiado. Toronto, San Sebastian e Cannes, foram alguns dos troféus.
Na tragicomédia de Solomoz, cada personagem toca a vida do outro, desenhando quadros de tragédia, crime, tédio, indiferença, ingenuidade e perversão. Nos bônus do DVD, perguntam ao diretor de onde retirava tais histórias. Ele respondeu: "Da vida".Só que a vida não precisa ser assim!
Algumas pessoas ficam furiosas quando falamos de felicidade. Porque crêem que a felicidade é impossível. Um escritor australiano chamado Andrew Matews escreveu um livro formidável: "Seja feliz!" E foi bastante desaconselhado a publicá-lo. Os editores que o viram disseram que era um tema para psicólogos. Ele não tem tal formação, é um desenhista, mas insistiu em publicá-lo. Vendeu dezenas de milhões de exemplares pelo mundo afora, pela simples razão de que não é uma formação burocrática que confere o conhecimento sobre um assunto. O livro de Matews é excelente. Aliás, os livros. Eu os li todos.
A tentação de ser infeliz porque os outros o são é muito grande. Muita gente cede a ela. Mas devemos resistir. Nich Nath Han, um monge vietnamita que vive na França, disse que é terrível que existam tantas crianças morrendo de fome e em guerras ao redor do mundo, e que devemos nos esforçar para mudar isso. Contudo, acima de toda dor, devemos nos lembrar sempre que a flor que desabrochou hoje, em nosso jardim, é um milagre!
A maior felicidade é ser útil, mas ninguém é útil sendo um infeliz. Por tudo isso, o tema sempre me interessou. Devo ter lido uns bons 50 livros específicos sobre o assunto. Nenhum deles de psicólogo algum. Alguns do Dalai Lama, outros de filósofos estóicos como Epiteto e Sêneca, outros ainda de Jiddu Krishnamurti.
Quando meu amigo Gilberto Cabeggi me enviou um exemplar do seu livro "Todo dia é dia de ser feliz" para que eu o comentasse, não sabia do meu interesse e pesquisa sobre a felicidade. Ele também não é psicólogo. É engenheiro civil com especialização em Análise de Sistemas. Mora no arquipélago japonês e é editor de um jornal eletrônico chamado Papo Legal, WWW.papolegal.net. Sempre estamos em contato. Eu na Europa, ele na Ásia. Há um autor aqui na Espanha que também escreve sobre este tema. É Jorge Bucay. Seus textos são claros e encantadores, como os de Gilberto. Bucay tampouco é psicólogo.
A felicidade não é algo complicado, porque tem de ser, necessariamente, simples. Não há fórmulas, mas a experiência nos ensina o que funciona e o que não funciona. Aqui valem os depoimentos de alguns seres humanos extraordinários que viveram antes de nós. A simplicidade da vida salta aos olhos nas orientações dadas por Jesus no Sermão da Montanha. A filosofia estóica, em muitos momentos, parece quase uma recitação dessa mensagem de Jesus. Uma regra de ouro? Não é vida que torna alguém infeliz, é o seu modo de encará-la. Uma situação dolorosa produz inevitavelmente dor, não pode ser diferente. Entretanto, o sofrimento é um prolongamento dessa dor. E, o pior, uma escolha.
A primeira pessoa a me falar disso foi Sri Swami Tilak. "Não é o mundo que lhe faz sofrer, mas a sua atitude diante dele". Outra não poderia ser a tese de Gilberto em seu livro, porque a mesma mensagem está sendo enviada há milênios, em busca de ouvidos que a escutem. O livro do meu amigo Gilberto Cabeggi, fala, com maestria, das atitudes e comportamentos que geram mais felicidade pessoal. Ele aborda o tema de diferentes perspectivas: a vida profissional, a familiar, a saúde, o estabelecimento do equilíbrio mental e espiritual
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